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01. nov. 2017

Novembro Azul – Previna-se contra o câncer de próstata

O câncer de próstata atinge grande parte da população masculina. É responsável por cerca de 13.700 mortes por ano e, mesmo assim, 50% dos brasileiros ainda resiste em fazer exames preventivos e acabam descobrindo a doença em estágio avançado.

A próstata masculina é uma glândula cuja função é produzir o esperma juntamente com as vesículas seminais, líquido que ajuda no transporte dos espermatozoides. Com o formato similar ao de uma castanha e pesando em torno de 20 gramas, a próstata fica localizada abaixo da bexiga.

O câncer é resultado de uma multiplicação descontrolada das células da próstata. Quanto antes for identificado, maior serão as chances de cura, pois o tratamento impede que essas células se espalhem para outros órgãos.

 

O câncer de próstata é uma doença silenciosa em sua fase inicial, por isso a importância em se realizar exames preventivos. Em 95% dos casos, quando os primeiros sinais se manifestam o tumor já está em um estágio mais avançado diminuindo as chances de cura.

Os principais sintomas são:

  • Sangue na urina;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Fluxo urinário fraco ou interrompido;
  • Sangue no líquido seminal;
  • Dor ou ardor ao urinar.

Em estágios mais avançados da doença é comum o aparecimento de dores nas costas, coxas, ombros e nos ossos. Além dos sintomas, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de próstata:

Fatores de risco:

  • Histórico da doença na família
  • Excesso de peso
  • Etnia
  • Idade

 

Apesar deste tipo de câncer ser mais comum em pessoas da terceira idade, recomenda-se que homens a partir dos 45 anos que se enquadrem nos fatores de risco, ou a partir dos 50 anos sem fatores de risco, realizem anualmente o exame de toque retal e/ou exames complementares de sangue.

Toque retal: neste tipo de exame o médico verifica possíveis anormalidades na glândula através do toque, como o volume, a sensibilidade, a consistência, irregularidades e a mobilidade da próstata. Pode gerar desconforto no paciente, contudo o exame é indolor.

PSA (Antígeno Prostático Específico): PSA é uma substância produzida pelas células da glândula prostática, um nível de PSA considerado saudável para os homens geralmente é inferior que 4 ng/ml de sangue, aumentos consideráveis no nível dessa substância no organismo aumentam proporcionalmente o risco de câncer.

 

 

Lembrando que: o exame de sangue PSA não substitui o exame de toque retal.

Caso sejam encontradas anormalidades nos resultados dos exames o médico ainda poderá solicitar a biópsia do órgão para análise e confirmação do diagnóstico.

 

O Índice de Saúde Prostática (PHI), oferece informações precisas sobre os níveis elevados de PSA no paciente e a probabilidade do desenvolvimento de câncer de próstata. O exame é realizado a partir da combinação de três testes sanguíneos (PSA, PSA livre e p2PSA), que resulta na chamada “pontuação do phi”.

Estudos mostram que a sensibilidade de PHI para a detecção do câncer de próstata é de 90% com uma especificidade de 31,6% (IC de 95% 29,2 a 34,0). A medição de PHI aumenta a precisão da detecção de câncer de próstata em comparação com o PSA ou o PSA livre.

Por se tratar de um exame de alta sensibilidade, o PHI pode reduzir as indicações de biópsias em 15% a 36% (de 1 a cada 3 homens), portanto pode ser utilizado como uma ferramenta de triagem em relação ao câncer de próstata.

O Teste ProPSA consiste em um ensaio de quimioluminescência com partículas paramagnéticas, que determinam o valor do PSA, PSA Livre e p2psa sem formação de complexos (fPSA), para calcular o índice de saúde prostático (PHI).

 

Para quem o teste é indicado?

O PHI é utilizado como ferramenta para distinguir os pacientes com alto risco de câncer de próstata daqueles que apresentam condições prostáticas benignas na seguinte situação: homens a partir de 50 anos de idade com valores de PSA total entre 2 e 10 ng/mL, que não apresentem indícios de câncer em tato retal.

 

O antígeno prostático específico (PSA) é uma glicoproteína de cadeia única, normalmente encontrada no citoplasma das células epiteliais que revestem os ácinos e os ductos da glândula prostática. Está presente no soro principalmente em três formas, a forma alfa-2-macroglobulina, envolvida pelo inibidor da protease, uma segunda forma que está complexada com outro inibidor da protease, a alfa-1-antiquimotripsina e a terceira forma de PSA que não está complexada com um inibidor de protease, chamada de PSA livre.

Estudos demonstram que a medição das formas de PSA é útil para diferenciar o cancro de próstata de outras doenças prostáticas benignas. Entre os pacientes com concentrações elevadas de PSA, os homens com cancro da próstata tendem a ter valores de PSA livre percentual (PSA livre/PSA total) menores que o dos homens com doenças benignas. Valores baixos de PSA livre percentual, estão associados a um risco mais elevado de cancro.

 

Tratamentos

Para cada fase da doença existe um tratamento adequado, confira abaixo:

Doença localizada: quando o tumor está confinado à próstata

Vigilância ativa: acompanhamento clínico do paciente com câncer de baixo grau, nesses casos não há a necessidade de cirurgias.

Cirurgia: indicada para pacientes com tumor localizado somente na próstata, ou seja, que ainda não se espalhou para outros órgãos. Consiste na retirada da glândula, das vesículas seminais e dos linfonodos pélvicos.

Radioterapia: tratamento realizado com radiação ionizante para destruir as células cancerosas que formam o tumor.

Doença localmente avançada: quando a doença começa a ultrapassar os limites da próstata

Cirurgia radical: normalmente é realizada em paralelo com a radioterapia e bloqueio hormonal.

Radioterapia: geralmente é feita em associação com o bloqueio hormonal. A terapia hormonal interrompe o crescimento das células por determinado período.

Doença avançada: quando o tumor já se espalhou para outros órgãos

Tratamento clínico: realizado com terapia hormonal, quimioterapia e tratamento oral que visam melhorar a qualidade de vida do paciente e seu tempo de vida.

Tratamento com radiofármicos: medicamentos radioativos para tratamento das metástases ósseas do câncer, retardando as complicações ósseas sintomáticas.

Referências.

Instituto Lado a Lado. Disponível em: <http://www.ladoaladopelavida.org.br/campanha/novembro-azul> Acesso em: 01 out. 2016

 

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